Almost Valentine
Capítulo 1 - Little Spy.
Kath’s POVPassou-se um tempo depois daquela tarde, e eu nunca mais toquei nela. Não fisicamente. Sempre que Telmah passava por mim no corredor do curso eu a encarava, tipo uma cara de “quando vou te comer de novo?”. Ela fingia que não era com ela, que não notava, mas toda vez que isso acontecia ela olhava pra baixo, ruborizada. É, ela me amava.
Vocês devem estar se perguntando: porque eu não cheguei nela de novo? Porque eu, Mary Katherine Cullen, sou apaixonada por ela. E toda pessoa apaixonada tem um pouco de timidez, por mais pervertida que seja. Eu só chegaria nela de novo se a vontade apertasse.
Depois daquela tarde, eu peguei outras garotas, fui pra cama com elas, até namorei por um tempo (uma semana). Mas a desgraçada da Telmah Gloom não saía da minha cabeça. Eu precisava agir. E rápido.
Passado um mês, quase dois, a irmã mais velha de Telmah se transferiu para nossa escola de cursos. Ela estudava na escola do meu irmão Tomi. Como a irmã, ela me odiava. O nome dela era Valkyria, ou Kika para os íntimos.
A visão das duas juntas me deixou em êxtase. Elas eram idênticas, ou pelo menos muito parecidas. Kika era um ano mais velha, mas tinha os mesmos cabelos escuros cacheados até a cintura, olhos escuros cor de chocolate, a mesma magreza elegante. Mas Telmah era mil vezes mais linda. O olhar dela era tímido e doce, como o de uma gazela assustada. O sorriso dela parecia a alvorada
iluminando as manhãs todos os dias. Para mim, ela era perfeita.
Então, numa tarde, no intervalo do curso, eu vi uma coisa surpreendente.
Telmah’s POV
Depois daquela tarde, eu nunca mais tive coragem de olhá-la nos olhos. Eu não aguentava. Quando ela se aproximava, meu coração batia mais rápido, minhas mãos suavam e eu ficava toda molhada.
Depois de um mês e pouco, depois das breves férias do curso, minha irmã Valkyria começou a fazer curso também. Eu sempre gostei dela. Tínhamos coisas em comum. E ela odiava a Kath, pois sabia que a garota era apaixonada por mim.
Minha irmã era hétero. Pelo menos era o que ela dizia. Mas nunca eu tinha visto ela com namorado ou algo do tipo, ela sempre dava desculpas.
Depois de duas semanas que minha irmã entrou, reparei que Katherine estava secando ela também, ou não. Mas seus olhos brilhavam quando minha irmã segurava minha mão, ou me abraçava discretamente. Um fato sobre Kath é que ela era muito pervertida – ela literalmente comia a gente com o olhar. Era constrangedor.
Nunca contei “daquela tarde” para a minha irmã. Ela surtaria se soubesse. Como ela ia lidar com o fato que Kath tinha feito muitas coisas pervertidas e excitantes comigo? Fora de cogitação contar.
Eu nem esperava o que ia acontecer.
...
Certa tarde, estávamos no intervalo. Eu estava com a Kika, e Kath lá com uma garota que ela com certeza estava pegando, mas volta e meia ela erguia o olhar pra mim.De repente Kika me disse:
– Telmie?
– Sim?
– Quer ir ao banheiro comigo?
– Ah, sim, claro. – Me levantei do banco onde estava sentada e fui com ela.
Sempre tinha sido muito amiga da minha irmã, seguia ela por toda parte desde criança. Quando entramos, ela disse:
– Entre aqui no box comigo.
Obedeci.
Ela me pressionou contra a parede do nada, seus olhos perfurando os meus. Me assustei.
– Valkyria!
– Shh. – Ela me silenciou. – Quero que me responda. Você é lésbica?
Encarei ela chocada.
– N-n-não, claro que não. Mas de onde você tirou essa ideia?
– Me disseram que você estava com uma garota aí. A Katherine Cullen, pra ser mais exata. E não se faça de ingênua, sei de tudo – ela deu um sorrisinho. -
Você não me engana, Telmah.
– Você está brava comigo? – perguntei, sentindo minhas bochechas corarem.
– Não. Mas permita-me...
Ela foi chegando perto. Muito perto. Tentei me afastar, mas ela enlaçou minha cintura gentilmente. Seus lábios se colaram aos meus, e o meu coração se
acelerou.
Correspondi ao beijo, minhas mãos tremulas em seu peito, impondo resistência. Nunca eu imaginaria que ela faria isso.
Quando ela me soltou, ela sorria. Mordeu o lábio inferior e ficou me encarando.
– Kika, eu... – comecei, mas ela me silenciou com outro beijo, dessa vez mais profundo e quente. Sua língua se enroscava na minha, e ela me arranhava
carinhosamente. Sussurrou em meu ouvido:
– Deixe-me fazer coisas com você. – Ela beijou meu pescoço, lambendo-o devagar, dando leves mordidas. Suas mãos me acariciaram por baixo da blusa.
– M-mas, onii-sama... – eu gemi. Ela arranhou minha barriga ternamente, e eu não pude deixar de dar um gemido alto. Estava ficando muito quente lá dentro do box do banheiro.
Kath’s POV
Estava lá, de boa com uma garota que tinha ficado na semana anterior, quando de repente vi a Telmah e a irmã dela indo em direção ao banheiro. Tive uma inspiração súbita.
– Hmm, Tay, você fica aí? Preciso ir ao banheiro. Pode ir pra sua sala, vou
demorar.
– OK.
Eu me levantei e fui atrás delas. Quando entrei, silêncio. Exceto por uns
sussurros baixos.
Entrei em um box, e fiquei quieta, prestando atenção, procurando a origem do som. Elas conversavam. Sobre mim. Do nada, silencio. Eu já ia saindo, frustrada, quando ouvi alguém gemer.
Arregalei os olhos. Seria...?
– M-mas, onii-sama... – era a voz da Telmah. Reconheceria o gemido dela até morta e enterrada.
– Quieta. – Uma voz mais grave que a dela sussurrou. Valkyria. Ouvi o ruído do farfalhar de tecido caindo no chão, e um tic-tic de beijos. – Deixe que eu
comando.
Com todo cuidado, subi em cima do vaso sanitário e olhei por cima da parede que separava os boxes. Elas não me veriam – eu era bem silenciosa quando queria. Peguei minha câmera, liguei-a e comecei a filmar.
Valkyria e Telmah estavam se agarrando, e aquilo era muito excitante de se ver. Os dedos ágeis de Kika tiravam as roupas de sua irmã mais nova enquanto Telmah tirava as dela, e beijava cada centímetro da pele dela.
– Valkyria... – gemeu Telmah de novo.
– Diga que quer. Diga que me deseja.
– E-eu quero. Sou louca por você. Por favor, eu...
Valkyria a beijou de novo, passando as mãos pelas coxas da irmã e arranhando sensualmente. Comecei a ficar muito excitada. Eu estava filmando tudo que elas faziam.
Valkyria começou a lamber os seios de Telmah, e isso quase me faz cair de tanta excitação, porque a língua dela era muito grande. Quase igual a do Gene
Simmons.
– Sente-se aí – ela mandou, mais ou menos como eu fazia. - E abra as pernas.
Telmah obedeceu (como ela é passiva!). Valkyria começou a beijar as coxas dela enquanto tirava sua calcinha.
–Implore – Kika sussurrou. – Como se diz, Telmie?
– M-me chupe, Valkyria.
– Diga a palavra mágica... – ela cantarolou.
– Por favor, Kika. Me chupa. Eu suplico, estou ficando louca.
Valkyria começou a chupá-la, de um jeito incrível. Telmah começou a ofegar e gemer alto, a cabeça inclinada pra trás, os olhos fechados. Sua irmã dava chupões nas coxas dela, abocanhava seus clitóris, fazia movimentos de vai-e-vem com sua língua. Telmah estava em êxtase, enlouquecendo de prazer. E eu estava morrendo de vontade.
– Minha vez – disse Telmah ofegante depois que terminou, e Kika assentiu.
Inverteram as posições e Telmah fez o mesmo, enquanto Valkyria enfiava e
movimentava seus dedos longos e finos dentro da irmã mais nova. Telmah não
tinha muita experiência no que estava fazendo, mas era bom de se ver. Comecei a
me tocar avidamente enquanto filmava e assistia. Do jeito que eu estava, ia
acabar caindo dali desmaiada.
Elas se agarraram por mais um bom tempo, e eu fiquei vendo, filmando tudo. Quando o sinal para a próxima aula tocou, elas se vestiram e saíram discretamente, nem notando minha presença. Fiquei lá por mais uns minutos, ofegante, assistindo o que eu tinha filmado. Estava perfeito. Aquilo me deu uma ideia genial.
As Gloom que me aguardassem.
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