Almost Valentine
Capítulo 3 (final): Being mine
(Capítulo narrado por Telmah)Eu não estava acreditando.
Vadia! Ela tinha filmado tudo!
E eu não sabia o que fazer. Eu tinha de me encontrar com ela.
“Telmah, o que houve?” Valkyria me questionou. “Você está pálida.”
Eu não podia contar a ela. Não se quisesse que Kath continuasse viva. E eu queria.
“Nada não, Kika. Só estou meio cansada.”
“Uhum.” Ela fez cara de que não acreditava. Acho até que ela sabia. Mas eu não ia
arriscar.
Fiquei na minha pelo resto do dia. Quando tocou o sinal da última aula, Kika me
esperava.
“Vamos?” ela passou os dedos levemente pelo meu cabelo; senti minha pele se arrepiar toda.
“Olha, eu vou ter de ir para um outro lugar. Você vai para casa sem mim?”
“Ok, eu vou.” Ela ficou séria. “Tem certeza de que está tudo bem?”
“Tenho.”
“Ok, Telmie. Até mais.” Ela aproveitou que o corredor estava deserto e se aproximou. Me deu um selinho e foi embora para casa.
...
Katherine me esperava na saída, na frente de um chamativo Fox amarelo. Eu ficavaimpressionada com os favores que ela conseguia naquele colégio. Talvez fosse boa aluna. Talvez fosse amiga de todos. E talvez (o que era mais provável) estivesse dando para alguém importante de lá.
“Oi,” ela disse sorridente.
“Oi.” Apontei para o carro. “Aonde conseguiu?”
“É emprestado. Nossa condução.” Ela sorriu, e abriu a porta do carona. “Pode entrar.”
Fiz o que ela pedia. Ela sentou na direção, e ligou o carro. Perguntei:
“Para onde vamos?”
O sorriso dela se alargou.
“Você verá.”
...
Foi uma surpresa para mim (bem, nem tanto) quando entramos no Starlight Motel. Tá, não era surpresa nenhuma. Era de se esperar de Katherine Cullen, a Shane McCutcheon adolescente.Ela abriu a porta do carro para mim, e segurou minha mão enquanto entrávamos.
Fiquei olhando enquanto ela reservava um quarto, e fiquei meio apreensiva, porque éramos menores de idade. Mas não teve problema.
“Vamos,” disse ela. Eu a segui, relutante.
No meio do corredor, na frente do quarto, eu saquei o que ela queria. E isso me fez parar.
“Kath...”
“O que foi?” ela se virou. “Ah, Telmah. Não finja que não sabe para que eu te
trouxe aqui.”
“Eu sei, mas...”
“O que?”
Respirei fundo.
“Não sei se... por favor, me entenda. Eu... estou confusa. Você me confunde. Eu não consigo pensar quando estou perto de você.”
Ela me pressionou contra a porta do quarto. Meu coração batia forte. Ela me olhou nos olhos.
“Eu... confundo você? Caramba.” Ela sorriu. “E se eu fizer isso?”
Ela começou a roçar seus lábios nos meus. Seu hálito quente e gostoso me deixou bamba. Não agüentei e a beijei com volúpia.
Seu cabelo perfumado roçava em meu rosto, me arrepiando toda. Ela abraçou minha cintura, e eu envolvi seu pescoço com os braços.
“Telmah...” sussurrou ela em meu ouvido, me fazendo entrar no clima. Quando eu estava com ela, me transformava. O mundo parava por segundos.
“Vamos entrar logo”, eu disse. Ela me envolveu e entramos no quarto.
Dei uma breve olhada nele, antes que ela me atacasse. Era bonito. Branco, com detalhes em vermelho. Sem espelho no teto. Um frigobar, e uma cama king-size enorme no centro.
Ela me beijou de novo, e eu não pude resistir. Suas mãos percorriam meu corpo, acariciando-o. Ela me beijava em toda parte, e eu correspondia com o corpo inteiro. Fomos em direção à cama, e ela me fez deitar, sorrindo avidamente. Ficou por cima de mim, e começou a tirar suas roupas. Eu a observava encantada. Tirou sua camiseta, e debruçou-se sobre mim para tirar minha blusa. Ela estava ofegante, e eu também. Beijou minha pele ternamente.
Comecei a desabotoar seu jeans, e ajudei-a a tirá-lo. Ela fez o mesmo comigo. Minhas unhas arranharam suas coxas, e ela gemeu alto.
“Quer beber algo?”
Assenti. Ela foi até o frigobar e voltou com uma garrafa de champanhe e duas taças. Serviu uma para mim e uma para ela. Bebeu de um só gole e serviu-se de outra.
Voltamos a nos beijar enquanto bebíamos, e ela teve uma ideia:
“Vou fazer uma coisa em você.”
Derramou um pouco do champanhe em mim, entre meus peitos e minha barriga, fazendo uma pequena poça em meu umbigo, e começou a bebê-lo em meu corpo. Senti arrepios quando sua língua tocava minha pele. Eu já estava totalmente excitada, estava ficando toda molhada.
Ela voltou a me beijar, e eu comecei a desabotoar seu sutiã. Eu nunca tinha visto Katherine nua, e estava ansiosa para ver.
Ela tirou o meu, e começou a beijar e lamber meus seios, deslizando sua língua delicadamente em meus mamilos enrijecidos. Era muito bom. Ela se levantou, e eu pude ver seu corpo pela primeira vez. Ela era bonita, tinha seios pequenos, mas redondos e firmes, e era corpulenta, mas tinha pernas longas e definidas, com coxas grossas gostosas de se pegar.
Seus dedos acariciavam minhas coxas e minha virilha. Ela começou a brincar com o elástico da minha calcinha, como fazia sempre, antes de tirá-la. Sorriu ao ver a umidade em que eu estava. Ela usava uma cueca box, que me fez sorrir.
Ela abriu minhas pernas, e me lambeu devagar, carinhosamente, antes de se encaixar entre elas, suas pernas entrelaçadas nas minhas. Começou a se roçar devagar em mim, os olhos fechados. Deixei que ela comandasse, como sempre.
Logo estávamos nos esfregando avidamente, num ritmo bom, e eu fui ficando a cada minuto mais excitada. Ela era boa naquilo. Sabia bem como me tocar de forma que ela e eu nos excitássemos bastante.
Quando ela acabou, depois de um orgasmo mútuo maravilhoso, ela me beijou com vontade. Olhei para ela. Ela sorria, tinha os olhos brilhantes, estava ofegante e levemente suada, uma mecha de seu cabelo louro grudava-se em seu rosto. Estava sexy e adorável.
Ela caiu de boca de novo em mim, e começou a me chupar com vontade, de um jeito que só ela conseguia fazer. Comecei a gemer alto enquanto ela me lambia, me chupava, mordia levemente minhas coxas, me penetrava com a língua. Cheguei a uma conclusão: minha irmã podia ter a maior língua do mundo. Mas só Katherine conseguia me levar à loucura.
Quando cheguei ao orgasmo, ela me lambeu calmamente, saboreando minha umidade com um ar satisfeito.
“Kath...”, eu gemi, e ela sorriu. “Eu... quero você. Para mim. Toda para mim.”
“Sou sua,” ela sussurrou em meu ouvido, sua voz rouca e poderosa me enlouquecendo. “Deixa eu te comer agora.”
Deixei. Ela me penetrou delicadamente com dois dedos, movimentando-os dentro de mim, fazendo movimentos de vai-e-vem, depois acelerando o ritmo, me fazendo gemer muito alto.
“Mais... um,” eu disse ofegante.
“Mais um dedo?” ela perguntou maliciosa. Assenti, e ela obedeceu, introduzindo mais um dedo dentro de mim. Gritei de prazer e depois de segundos tive outro
orgasmo, me desmanchando de uma forma deliciosa.
Ela me abraçou por trás, apoiando seu queixo em meu ombro, e eu me derreti no abraço dela. Só depois de todo aquele tempo fui perceber – era amor mesmo. Todas as brigas, as indiretas, as ironias, era porque eu a amava. E não sabia. Até aquele momento.
“Kath...” eu murmurei quando estava mais calma.
“Diga, gostosa.”
“Eu acho que não te odeio. Não mais. Na verdade, eu nunca te odiei. Eu não conseguia.” Me ajoelhei na cama, olhando para ela. “Apesar de tudo que a Valkyria me disse, que você era uma vadia e não merecia minha atenção, eu...” Tentei sorrir. Era tenso dizer. “... vou sempre te amar. É isso.”
“Que bom saber.” Kath sorriu. “você sabe que eu te amo, né, Telminha?”
“Sei. Tentava ignorar, mas sei lá. Você é uma pessoa que não dá para ignorar.”
Ela riu.
“Sei disso. Telmah, depois daquele dia, eu fiz muita coisa. Saí com garotas, transei com elas, fui violentada pelo meu irmão mais velho,” ela fez uma careta. Segurei a mão dela. “Mas você não saía da minha cabeça.”
“Nossa, Kath.”
“Por isso nunca duvide do que eu sinto. Eu morreria por você.”
Me debrucei sobre ela e a beijei com toda a paixão que eu sentia. Olhei para ela. Seu olhar era de adoração.
“Minha vez de te satisfazer,” eu disse, beijando sua barriga, chegando até entre suas pernas. Ela suspirou quando eu comecei a chupá-la, do jeito que eu tinha aprendido na noite anterior, lambendo e chupando enquanto introduzia meus dedos dentro dela. E eu acho que ela gostou.
...
“Sério que o Tom fez isso com você?”Estávamos na cama, depois de termos transado por mais de uma hora. Ela tinha se
aconchegado em mim, e eu fazia carinho em seu cabelo.
“Foi,” ela disse triste. “Na verdade, ele faz isso comigo desde que minha mãe morreu e ele veio morar comigo. Eu sempre deixei, apesar de não gostar. Mas da última vez ele foi longe demais.”
“Nossa... mas porque ele faz isso?”
“Porque ele diz que me ama. Diz que eu sou dele por direito e que vai me fazer amá-lo. Da pior forma possível,” ela disse com uma expressão desolada. “E meu pai não faz nada, finge que não vê.”
“Oh,” eu disse penalizada. “Mas você é minha, e eu sou sua. Vamos mostrar a ele,” garanti. Um sorriso preencheu seus lábios.
“Obrigada.” Ela me beijou.
Depois de um tempo nos vestimos e fomos embora, porque eu precisava chegar cedo em casa, e ela também. Eu estava muito feliz.
Fomos de carro de volta até minha casa. Quando chegamos na porta, eu perguntei:
“Kath?”
“Sim?”
“O que você vai fazer com o vídeo?”
“Ah, sim,” ela pegou um CD que estava em sua bolsa. Partiu-o no meio com firmeza. “Eu vou guardar aquela cena para mim, em minha memória. Não quero prejudicar você, nem sua irmã. Além disso, você já é minha.”
“Sou.” Dei um beijo nela de tirar o fôlego, lento e demorado. “Pertencemos uma a outra.”
“Somos quase namoradas,” disse Kath pensativa. “Só falta uma coisa.”
“O que, Kath?”
“Você me ama, Telmah?” perguntou ela, segurando minha mão com cuidado, sues olhos cor de avelã nos meus. “Quer ser minha para sempre?”
“Sim, quero,” eu disse fielmente.
“Então não falta nada. Eu te amo e sou sua para toda a eternidade.”
Sorrimos uma para outra. Aquele foi o nosso pacto. Fui para casa, e ela foi para a dela. Fiquei com um sorriso bobo o resto da noite.
Ela estava totalmente certa.
FIM
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