), cujo local tinha uma sala de aula fechada para o período da tarde que, segundo os alunos da minha turma, "coisas aconteciam".
Foi o estopim para uma história muito criativa
Descrições a parte, aqui está ela. Link para acesso no Nyah: http://fanfiction.com.br/historia/212500/Sala_15
Sala 15.
O sinal para a próxima aula tocou. Me levantei, recolhendo meu material. Na porta, alguém me agarrou pelo braço.– Telmah.
– Kath! Me solta!
Ela me encarava profundamente, seus olhos fixos nos meus. Desviei o olhar.
– O que você quer?
– Quero conversar com você.
– Agora?
Ela revirou os olhos.
– Não agora. Depois. Me encontre na sala 15 depois da aula.
– Não vou.
– Tá bom – ela fez uma careta. – Vai ficar curiosa.
– O que você quer de mim, Katherine?
Ela me puxou pra perto dela, colando seus lábios em minha orelha. Senti um arrepio percorrer meu corpo quando ela sussurrou:
– Você verá.
Ela soltou meu braço e foi embora. Observei por um bom tempo ela ir, os cabelos louro-avermelhados balançando suavemente.
Pelo resto da aula refleti sobre o que ela disse. Eu não podia negar que estava curiosa. E uma parte ínfima da minha mente desejava vê-la.
Foi com surpresa que ouvi o ultimo sinal tocar, e percebi que ainda não tinha decidido. A minha curiosidade era tão forte que eu até tremia.
“Vou?”
“Não vou.”
“Vou sim. Quero saber.”
“Não vou. Estou com medo.”
“Ah, quer saber? Foda-se. Estou muito curiosa.”
E foi com esse pensamento que saí da sala, em direção à sala 15. No meio do caminho perdi a coragem. O que eu estava fazendo?
“Vai logo, Telmah.” Uma voz na minha cabeça me disse.
Quando parei na frente da sala, a luz estava apagada. Segurei a maçaneta e puxei. A porta estava aberta. Entrei.
– Sabia que você ia vir.
Ela estava parada no escuro, olhando para mim. Fiquei calada.
– Fecha a porta, por favor.
Obedeci. Ela se virou e acendeu algumas velas numa mesa.
– Senta aqui. - Ela deu um tapinha num sofá perto dela. Sentou-se, me olhando.
Me sentei, olhando para ela calada, sem reação. A luz da vela batia em seu rosto, iluminando-o. Eu não queria admitir. Mas ela estava linda.
– Diga alguma coisa – ela pediu.
– O que você quer de mim, Kath? – repeti. Aquilo estava me cansando.
– Quero você. – Ela disse calmamente, sua voz intensa me arrepiando. – Não me importo se você me detesta. Eu te quero e vou conseguir isso.
Olhei para ela chocada. É claro que eu sabia isso – Kath não era muito sutil – mas ouvi-la dizendo isso de uma forma tão direta, tão crua, era... tenso.
Ela se aproximou, segurando meus braços. Eu tentei me soltar, mas ela apertou.
– Sei que você quer. Seu corpo treme quando eu me aproximo. Você é muito previsível, Telminha.
Ela colou seus lábios nos meus, tirando meu fôlego. Fiquei parada, dura, sem reação, enquanto ela me beijava.
Depois de alguns segundos retribuí, timidamente, e isso a animou. Senti sua língua deslizando para dentro de minha boca, e travei de novo. Eu estava ficando louca. Ela parou.
– Esperava mais de você. – Ela baixou os olhos, sem me encarar. Eu sabia que era uma estratégia para me incentivar – como eu disse antes, ela era nada sutil e muito previsível – mas eu decidi entrar no jogo dela.
Envolvi o pescoço dela com os braços e fiquei encarando-a, sem dizer nada. Ela sorriu.
– Estamos começando a nos entender.
Empurrei ela para que se deitasse no sofá, ficando por cima dela. Ela sorriu zombeteiramente, e me beijou de novo. Foi melhor. Suas mãos me seguravam pela cintura enquanto sua língua se movia junto com a minha.
Eu me odiava por estar dando ousadia para ela, de estar abrindo aquela brecha. Mas eu não consegui resistir. Havia uma parte de mim que gostava dela e outra que odiava. Vai entender.
Comecei a ficar assustada quando ela começou a tirar minha blusa, passando as mãos pelo meu corpo.
– Kath... para.
– Que foi? Você não quer? – ela disse, com uma voz melosa e sedutora que mexeu comigo.
– Melhor pararmos. Você está se excedendo, e eu quero ir pra casa. E podemos ser pegas. – Me levantei e comecei a endireitar minhas roupas. Ela puxou-me para que sentasse.
– Você não vai embora até eu conseguir o que
eu quero.
– E o que você quer? – eu disse ríspida. Ela sussurrou no meu ouvido, um sussurro quente e poderoso:
– Quero te chupar. Te lamber todinha.
Olhei para ela chocada, e ela riu.
– Deita aí logo. Não temos o dia todo.
– Mas eu... – comecei a dizer, mas ela começou a tirar minha blusa, me acariciando bem devagar, e eu não resisti.
Meus lábios encontraram os dela novamente, e desta vez eu a beijei. Desci meus lábios para seu pescoço, lambendo e dando leves mordidinhas. Ela gemeu.
Ela tirou minha blusa, passando as mãos pelo meu corpo e me arranhando suavemente. Se inclinou e começou a me beijar em tudo quanto era lugar enquanto tirava minha saia.
– Katherine... - gemi, sem conseguir me contro
lar. Ela deu uma risadinha enquanto abria meu sutiã. Deu lambidas e chupões em meus seios, primeiro o direito, depois o esquerdo, me deixando arrepiada.
– Não, Kath, por favor... – supliquei enquanto ela descia os lábios por minha barriga, tentando chegar entre as minhas pernas.
– Abre as pernas, gostosa – ela disse com uma voz doce e rouca, brincando com o elástico da minha calcinha. – Deixa eu chupar você.
– Kath, não é uma boa idéia, olha, vão pegar a gente... – eu disse, mas ela não me ouviu. Tirou minha calcinha com a boca, me fazendo gemer mais ainda. Enfiou um, depois dois dedos dentro de mim, movimentando-os, me deixando loucamente excitada.
– Abre as pernas – repetiu.
Obedeci, enquanto ela introduzia um terceiro dedo, me machucando um pouco. Fez aquilo até que eu gozasse, sorrindo de um jeito sacana.
– Sua vadia – eu disse sem conseguir respirar.
– Também te amo – ela retrucou, se inclinando e começando a me lamber devagar, lambendo todo meu mel. Brincou com meu clitóris em sua boca, me deixando super molhada. Chupou com vontade, e fiz o máximo esforço para não gritar. Lambeu com carinho minhas coxas, super úmidas de excitação, quando acabou, dando leves mordidinhas.
– Gostou Telminha? – perguntou, me olhando lascivamente, os olhos brilhantes de pura malícia. – Pode se vestir agora.
Ainda ofegante, comecei a me vestir, enquanto ela se sentava no sofá. “Nunca mais vou conseguir olhá-la do mesmo jeito, meu Deus”, pensei enquanto terminava de me vestir.
– Bem, obrigada por deixar, Telmah. Estava louca para fazer isso – disse ela enquanto retocava o gloss. – Até amanhã. – Ela deu um selinho em mim e saiu da sala, me deixando estupefata. Apaguei as velas e saí.
Nunca mais me esqueci daquela tarde. Foi a partir daí que meu ódio começou a se metamorfosear em amor.
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